Author: Tatyane Diniz
•14:13
MUNDO
(Tatyane Diniz)
Sem proibição alguma
Te querer, gostar e adorar
Por tudo neste mundo,
Sinto como é bom te amar.
Estou feliz que você exista
Chegou devagar a me conquistar
Tudo porque faz do meu mundo
Um lugar cheio de carinho
E felicidades veio me dar.
Author: Tatyane Diniz
•13:39

REFLEXO

(Tatyane Diniz)

Assim que descobrir a verdade das coisas e esconder as mentiras atiradas no lago... não importa, alguém vai ferir seus conceitos, suas pelegrinações, seus anseios até mesmo sua dignidade. Esse é o ciclo de uma série de anarquias praticadas pelo homem, descer... subir... e não enxergar a verdade... Fingimos não olhá-la... para não sermos atingidos de surpresa. Mesmo assim, continua-se vivendo, vegetando, não olhando para dentro de si, fechando-se... quase que se acabando e deixando de existir.
14/02/08.
Author: Tatyane Diniz
•09:50
SOLIDÃO
(Tatyane Diniz)

Horas vazias e claras,
Sem nenhuma ocupação
Várias noites perdidas,
Sozinho apenas com o coração.
~~*~~
Solitário entregue a vida
Sentindo dor e solidão.
Em um canto sente-se esquecida,
Às vezes grandes ou não.
~~*~~
Estarei sempre imaginando
Em cada lágrima uma esperança
O que poderás estar pensando,
Naquela enorme lembrança.
Author: Tatyane Diniz
•09:18

OLHOS DE SOFRIMENTO
(Tatyane Diniz)
Eu vi um rosto triste,
Eu vi uma lágrima
Cair dentro do mar.
Eu vi o mundo me usar.
E tive a noção do enigma,
Porém, retirei-me a andar.
Eu vi a calamidade tomar
Conta da imensidão
Do meu olhar.
Pereças, querem me afogar.
Socorro! Chamem o salva-vidas,
Porque o mar não é rosto e
Meus olhos estão cansados
De tanto se lamentar!
Author: Tatyane Diniz
•10:25


MICROFONIA
(Tatyane Diniz)

Ouço sua voz
Num campo límpido.
Cercado de dúvidas,
Gritando meu nome,
Ouvindo várias vezes
Dizendo me amar;
Entrego-me ao desespero,
Fecho meus olhos...
Não saí sai de mim.
A voz rouca a falar:
- Eu te quero aqui!
Arrepios de tormento,
Seus fantasmas andam
Deixando um ar de euforia.
Despedindo-se... rindo e
Morrendo aos poucos em mim.

20/05/99
Author: Tatyane Diniz
•23:28

ADEREÇOS
(Tatyane Diniz)

Rabiscos de areia, terra
Sol, vento e mar.
Presa entre a rede do pescador
Sou pescada por um sonhador.
Peixes dourados encantados
Numa canção de ficção.
Loucura descritas todas
À vezes que o rio
Namora com o mar.
Um dia a de se separar.
Desde agora outros tubarões
Barram os paredões
Do velho navio naufragado.
Servindo de turismo,
As maravilhas que o homem
Sempre irá desmatar.

20/05/99
Author: Tatyane Diniz
•12:31
PRESSÁGIO
(Tatyane Diniz)
Acordei...
A sombra da solidão
Na penumbra da morte.
Avisou-me desce de princípio,
Não quis ouvi-la.
E perdi a noção.
O pesadelo arruinou...
Mais tarde chovia,
Em flores rasas, me via
Molhada entre o orvalho
Enervamento entre as folhas
Ah! Loucura insânia...
Procurei-te em todos os lados
Encontrei-o, seco em meu coração.
20/05/99
Author: Tatyane Diniz
•13:42

VOZES
(Tatyane Diniz)

As mínimas palavras
Que escuto alguém pronunciar,
São de plenas recordações
Compulsivas de um amor.
Sem a cumplicidade de
Exercer meus sentimentos.
Nunca por momento algum
Se importou em saber
Como fiquei depois da tempestade.
Foram lágrimas rolando, ao se
Misturarem em decepção...
O silêncio, é meu amigo,
E a minha voz
Meu eu lírico.
De palavras e versos
Compondo ideologias para,
Entender porque muitos
Falam de você!



Author: Tatyane Diniz
•23:03
DESABROCHA UM AMOR
(Tatyane Diniz)
Vários botões de rosas
Podem desabrochar
Um dia e murchar.
E ver que toda aquela beleza
Tenha se transformado
Em algo tão machucado.
Fazendo alguém sofrer e,
A beleza por sua vez
Era premeditada, acabaria.
A verdade é que para
Amar alguém é preciso
Admirar e ter auto-confiança.
Só assim eu poderia
Distinguir o amor!
Existe um jardim inteiro
Onde entrarei e me encantarei,
Pela melhor rosa:
Cheia de carinho,
Vermelha como o amor,
Linda e sincera que ninguém
Trairá meu amor.
Acordar nos verdes dos olhos,
Falando a linguagem daquela,
Belissima paisagem transformada
Num vale de felicidades.
Eu vou encontrar-me contigo,
Perfumada pelas pétalas
De seu amor
Tirando os espinhos do
Nosso caminho que nos
Impedem de sermos felizes.
Author: Tatyane Diniz
•16:54

HARMONIA DO SORRISO
(Tatyane Diniz)
Olhei triste para
O negro sorriso dos
Olhos molhados de incerteza.
Uma fantasia...
Merecimento de teimosia
Era ela nossa esplendida:
- Harmonia.
Fazia parte de um quadro
Dia úmido e nublado.
Mas nem todos tinham visitado,
Seus domínios foram apoiados
Por pura incompetência perderam
Vários sorrisos morreram;
E não a conheceram.

Author: Tatyane Diniz
•13:42

ALÉM DO CONTATO
(Tatyane Diniz)

Minuto após minuto,
Alimento, delicio me
Meu pensamento.
Voltado ao seu nome
Origem e extremidade são um só.
Sem obstáculos
Verei sua personalidade.
Sensor íntimo.
Nascem comemorações,
De quê?
Ninguém te fala.
Eí, eí!
Feche seus olhos,
É provável imaginar
Que conseguirá amá-lo .
Olhos de vidro.
Visão refratária, machucar.
Pupila dilatada,
Preciso distrai-lo.
Para que ninguém
Venha apagá-lo,
Do meu pensamento.
31/08/98
Author: Tatyane Diniz
•22:49
FLAGELO SECO
(Tatyane Diniz)

Renego minha vida.
Desfruto de um amor que
Nem existe e chupo este fruto amargo.
Me dá prazer ao semear,
Flores secas de laranjeiras.
Bagaços numa esperança,
Cresce em mim, meu corpo...
Mãos calejadas... face triste.
Mente cansada da estação.
Hora que não passa,
Tempo que não chega,
Ano que marca até o fim.
Folhas verdes na tempestade.
Fazendo cósegas por raiz.
Prefiro estar distante.
E acabar em um deserto seco,
Por enchentes o sertão semear.
23-05-99
Author: Tatyane Diniz
•18:41

CONSEQUÊNCIAS
(Tatyane Diniz)

Aos limites de um sonho
Nunca serás impossível de acontecer.
A distância... ingrata, fez com que me afastasse de ti.
Mas não adiantou,
O novo sol surgia iluminando.
As lembranças deixadas por seu amor.
Embora a saudade molhada...
Perante a razão debruçada
Sobre a ilusão dos olhos...
Mereces mais que amor,
Precisas ser amado.
Que o amor dos anjos
Ande junto com seu sorriso.
Trazendo fiéis e fortes alegrias
Em sua vida.
Um dia tenta compreender
Porque eu te amo e
Não me pede meu amor
Pra te esquecer.
05-03-99

Author: Tatyane Diniz
•18:54

EU ME PERDI...
(Tatyane Diniz)
Eu me perdi...
Perdidamente em seus olhos
A luz intensa de te amar.

Eu me perdi...
Perdidamente em seu amor
Colorido de beleza e harmonia.

Eu me perdi...
Perdidamente em seus carinhos
Almejando nos beijos a tua delicadeza.

Eu me perdi...
Perdidamente entre a poesia
Uma fala vida e outra eternidade.

Eu me perdi...
Perdidamente em seus caminhos
Observamos o eclipse sangrando ao sol.

Eu me perdi...
Perdidamente sobre sua presença
Parada olhando pra mim.

30-06-99
Author: Tatyane Diniz
•17:01

Momentos
(Tatyane Diniz)

Às vezes tenho a impressão de
estar buscando um espaço vazio neste universo.
Quantas vezes... parei... e continuei
novamente meus desencontros.
O valor do tudo ainda é escuro
Incerto de se concretizar.
Por isso, gosto de repetir sempre este trecho da poesia de Shakespeare:
E aprende a construir todas as sua estradas no hoje.
Porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos.
E o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Tantas são as as dificuldades para percorrer
o caminho chamado futuro.
Agora, o que resta a fazer?
Ainda há tempo de buscar... de resgatar...
de si mesmo a essência de ser humano.
Olho triste para o horizonte,
O destino não divide parceiros .
Ele ignora todas criaturas .
Termino aqui... a passagem dessa vitória.
Mas já sinto saudade de não poder
estar desfrutando do melhor da vida:
- As poucas oportunidades.
05-04-05

OUTRAS POESIAS:
(Tatyane Diniz)

A CADA PASSO
EM TODO COMPASSO.
SEMPRE HÁ UM ATRASO
QUEBRADO NO VASO.
A PINTURA DO AÇO
SOLDADA COM LAÇO,
DE FITA DA MENINA QUE FAÇO.

ESTA PULSEIRA TÃO PEROLADA
LEMBRA-ME E UMA SEREIA
ENCANTADA AS MARGENS DA
MINHA CAMINHADA NA AREIA.
Author: Tatyane Diniz
•16:35


Suas mentiras
(Tatyane Diniz)

Ao depender de suas mentiras
Desça o mais baixo impossível.
São suas, as suas mentiras
E de mais ninguém.
Eu sei que elas andam a passos de ratos,
Escondem-se na imundice da face.
Pegue-as, segure-as fortemente...
A pior covardia de um ser é
Trair suas qualidades e esconder seus defeitos.
A lástima da mentira, apodrece a vida.
25-01-08




Author: Tatyane Diniz
•20:11

PENSAMENTOS
(Tatyane Diniz)


Cada qual come
Do fruto amargo
Que a vida oferece,
Mas o preço ao deliciá-lo
Ainda ninguém quis repetir.



Mostre-se importante
Se os outros não comprarem
O seu verdadeiro valor.

Choram palavras de um coração
E enxugo meu amor diante de ti.

Procuro em você o que outro
me proporcionou. E insisto em
meio ao vão; Pela distância e
frieza estampada no silêncio
do teu olhar. És falso e
não sabes disfarçar.
Quero esquecer os dois!
No dia em que decidires que precisa
me perder é enganar a si mesmo.
Cada vez que penso em suas atitudes
é desperdiçar tempo...
Cansei de fazer entendê-lo
com minha literatura
sem graça, que não provoco
sentimento e ao menos comentário.
Desisto, você não tem alma!

Fique de bem com a vida:
-Ela é tão linda!
Se eu pudesse eu pintava a
com as cores da alegria só
pra fazer surgir um
sorriso em sua face.
Você é muito especial aos
olhos de Deus.
Pense nisso!
Author: Tatyane Diniz
•18:34
UM CERTO H.M
(Tatyane Diniz)

Na cor pálida de verão uma moça negra, de pele chocolate destacava-se com seus olhos amendoados. Em passos quase que remando ela saia para trabalhar . Trabalho esse meio insignificante , desumano. O seu chefe, chefe não, um homem mesquinha. Era tão rude e grosseiro que sua voz permanecia nítidas na cabeça da moça. Explorava a tanto ... ela trabalhava todos os dias da semana. Apesar de sua beleza física tinha problemas dentro de si mesma.

Nenhum ser humano aguentaria aquele trabalho sórdido , cruel. O que seu chefe queria era explorar aquele ser escuro, quase preto. Tirando-se a última gota de sangue que restava para provar que é igual aos outros também. A vida é que foi um tanto madrasta.

Vamos por partes. Em meio ao desencontro da esquina da vida de seu trabalho ela conhece H.M. Sim essas são as iniciais de seu nome e não disse mais nada, apenas H.M.

Deixando-se sonhar um pouco aquelas iniciais H.M de: homem misterioso, mágico, mentiroso, musculoso, marginal, malvado, maníaco e mascarado. Depois de todo esforço arrebatado era inútil, acabou voltando pra casa e fitou fixamente o cartão que havia recebido dele.

Mas o que o H.M era então? Como posso explicar ... Ele é... É melhor não falar, outro dia te conto!

Uma tarde vi a moça parada esperando sua clientela na rua do meio, falando só. E falando ao vento porque uma mosca insignificante como sua profissão lambia-lhe. Ah, que nojo! A reação dela ao ver aquela mosca asquerosa... sabia por quantas imundices ela havia passado. Mexeu rápido as mãos no intuito de espantar a mosca, mas ela insistia por um afago seu.

De repente ela lembra do dia anterior a esse em que o H.M fez ao se despedir dela. Ele beijou a no canto da boca. Que estranho, tantos lugares para acariciar aquele corpo moreno e a boca da moça era o preferido da mosca.

E de súbito abriu sua bolsa e lembrando do cartão ofertado pelo homem que no verso dele estava escrito:

"Quando uma mosca tocar os seus lábios, serei eu beijando você.

Seu eterno,

H.M".

Dedico esse conto a um amigo muito especial, o Júlio Enz, embora não nos conhecemos pessoalmente a sua energia está presente em minha alma. E que esse conto surgiu de uma brincadeira que ele fez... dái H.M tomou forma e se transformou nesse texto feito com muito carinho e que todos os homens tenham guardados lá no fundo um certo H.M de ser! É preciso está atento as tendências poéticas porque tudo que é visto como emoção ser torna realidade e saem palavras fantásticas de determinados assuntos. Não existe poesia apenas nas imagens belas, o feio, o grotesco e sujo inspiram-me também. Um beijo com carinho, Julinho que agora te batizo como amigo H.M.
(Tatyane Dinz)
Author: Tatyane Diniz
•18:48

SORRIA
(Tatyane Diniz)
Embora a tristeza,
Insista em ficar perto de ti.
Feche as portas...
Tire os pensamentos negativos
De sua cabeça.
É difícil convencer-se ao
Meio de tantas perdas
Olhe sempre o céu...
Fantasie como criança:
Brincando, imaginando,
As nuvens e criando
Um mundo só seu.
Tudo pode parecer absurdo
... Resistas, não olhes para atrás.
Vá em busca da sua felicidade.
Portanto, não desperdices suas lágrimas.
Corra... Ande depressa
Porque felicidade nunca espera,
Quer te ver sorrir!!!
Author: Tatyane Diniz
•00:50

EU NÃO TE ESQUECI
Quando estava em meus braços
Algo me dizia que
Que voltaria dia ápos dia.
Agora que se foi,
Ao sair de meus braços
Vi meu amor partir
Meu coração sentir
A ferida ali machucada
Demore o tempo...
A cicatriz ficará marcada.
A vejo todos os dias,
Outrora nunca consegui
Olhá-la e comunicá-la:
- Eu te esqueci!
Sou verdade entre a
Saudade e a vontade
De querer te dizer:
- Eu não te esqueci!

Tatyane Diniz
Especialmente para Peka... uma pessoa que gostou de meu blogger!!!
Visite mais vezes...
Um abraço!

Author: Tatyane Diniz
•23:05

Os versos que te fiz
Florbela Espanca
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.
Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!
Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda ...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!
Amo-te tanto ! E nunca te beijei ...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!


Vale apena ler os poemas dessa grandes escritora portuguesa... a delicadeza, nostalgia estão presentes em seus versos mas um tanto triste!!!

SAIBA MAIS SOBRE ELA:

Biografia

Mesmo antes de seu nascimento, a vida de Florbela Espanca já estava marcada pelo inesperado, pelo dramático, pelo incomum.
Seu pai, João Maria Espanca era casado com Maria Toscano. Como a mesma não pôde dar filhos ao marido, João Maria se valeu de uma antiga regra medieval, que diz que quando de um casamento não houver filhos, o marido tem o direito de ter os mesmos com outra mulher de sua escolha. Assim, no dia 8 de dezembro de 1894 nasce Flor Bela Lobo, filha de Antónia da Conceição Lobo. João Maria ainda teve mais um filho com Antónia, Apeles. Mais tarde, Antónia abandona João Maria e os filhos passam a conviver com o pai e sua esposa, que os adotam.
Florbela entra para o curso primário em 1899, passando a assinar Flor d’Alma da Conceição Espanca. O pai de Florbela foi em 1900 um dos introdutores do cinematógrafo em Portugal. A mesma paixão pela fotografia o levará a abrir um estúdio em Évora, despertando na filha a mesma paixão e tomando-a como modelo favorita, razão pela qual a iconografia de Florbela, principalmente feita pelo pai, é bastante extensa.
Em 1903, aos sete anos, faz seu primeiro poema, A Vida e a Morte. Desde o início é muito clara sua precocidade e preferência a temas mais escusos e melancólicos.
Em 1908 Antônia Conceição, mãe de Florbela, falece. Florbela então ingressa no Liceu de Évora, onde permanece até 1912, fazendo com que a família se desloque para essa cidade. Foi uma das primeiras mulheres a ingressar no curso secundário, fato que não era visto com bons olhos pela sociedade e pelos professores do Liceu. No ano seguinte casa-se no dia de seus 19 anos com Alberto Moutinho, colega de estudos.
O casal mora em Redondo até 1915, quando regressa à Évora devido a dificuldades financeiras. Eles passam a morar na casa de João Maria Espanca. Sob o olhar complacente de Florbela ele convive abertamente com uma empregada, divorciando-se da esposa em 1921 para casar-se com Henriqueta de Almeida, a então empregada.
Voltando a Redondo em 1916, Florbela reúne uma seleção de sua produção poética de 1915 e inaugura o projeto Trocando Olhares, coletânea de 88 poemas e três contos. O caderno que deu origem ao projeto encontra-se na Biblioteca Nacional de Lisboa, contendo uma profusão de poemas, rabiscos e anotações que seriam mais tarde ponto de partida para duas antologias, onde os poemas já devidamente esclarecidos e emendados comporão o
Livro de Mágoas e o Livro de Soror Saudade.
Regressando a Évora em 1917 a poetisa completa o 11º ano do Curso Complementar de Letras, e logo após ingressa na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Após um aborto involuntário, se muda para Quelfes, onde apresenta os primeiros sinais sérios de neurose. Seu casamento se desfaz pouco depois.
Em junho de 1919 sai o
Livro de Mágoas, que apesar da poetisa não ser tão famosa faz bastante sucesso, esgotando-se rapidamente. No mesmo ano passa a viver com Antônio Guimarães, casando-se com ele em 1921. Logo depois Florbela passa a trabalhar em um novo projeto que a princípio se chamaria Livro do Nosso Amor ou Claustro de Quimeras. Por fim, torna-se o Livro de Soror Saudade, publicado em janeiro de 1923.
Após mais um aborto separa-se pela segunda vez, o que faz com que sua família deixe de falar com ela. Essa situação a abalou muito. O ex-marido abriu mais tarde em Lisboa uma agência, “Recortes”, que enviava para os respectivos autores qualquer nota ou artigo sobre ele. O espólio pessoal de Antônio Guimarães reúne o mais abundante material que foi publicado sobre Florbela, desde 1945 até 1981, ano do falecimento do ex-marido. Ao todo são 133 recortes.
Em 1925 Florbela casa-se com Mário Lage no civil e no religioso e passa a morar com ele, inicialmente em Esmoriz e depois na casa dos pais de Lage em Matosinhos, no Porto.
Passa a colaborar no D. Nuno em Vila Viçosa, no ano de 1927, com os poemas que comporão o Charneca em Flor. Em carta ao diretor do D. Nuno fala da conclusão de Charneca em Flor, e fala também da preparação de um livro de contos, provavelmente O Dominó Preto.
No mesmo ano Apeles, irmão de Florbela, falece em um trágico acidente, fato esse que abalou demais a poetisa. Ela aferra-se à produção de As Máscaras do Destino, dedicando ao irmão. Mas então Florbela nunca mais será a mesma, sua doença se agrava bastante após o ocorrido.
Começa a escrever seu Diário de Último Ano em 1930. Passa a colaborar nas revistas Portugal Feminino e Civilização, trava também conhecimento com Guido Batelli, que se oferece para publicar Charneca em Flor. Florbela então revê em Matosinhos as provas do livro, depois de tentar o suicídio, período em que a neurose se agrava e é diagnosticado um edema pulmonar.
Em dois de dezembro de 1930, Florbela encerra seu Diário do Último Ano com a seguinte frase: “… e não haver gestos novos nem palavras novas.” Às duas horas do dia 8 de dezembro – no dia do seu aniversário Florbela D’Alma da Conceição Espanca suicida-se em Matosinhos, ingerindo dois frascos de Veronal. Algumas décadas depois seus restos mortais são transportados para Vila Viçosa, “… a terra alentejana a que entranhadamente quero”.




FONTES:http://www.instituto-camoes.pt/cvc/projtelecolab/tintalusa/numerodois/tl3.html
http://purl.pt/272/2/index.html
http://www.torre.xrs.net/
Coleção “A Obra Prima de Cada Autor” – Editora Martin Claret


Author: Tatyane Diniz
•22:51

O Pequeno Príncipe - Antonie De Saint- Exupéry


trecho do livro:

-Há milhões e milhões de anos que a flores fabricam espinhos. Há milhões e milhões de anos que os carneiros as comem, apesar de tudo. E não será sério procurar compreender porque perdem tanto tempo fabricando espinhos inúteis? Não terá importância a guerra dos carneiros e das flores? Não será mais importante que as contas do tal sujeito? E se eu, por minha vez, conheço uma flor única no mundo, que só existe no meu planeta, e que um belo dia um carneirinho pode liquidar num só golpe, sem avalidar o que faz , - isto não tem importância?!

- Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando a contempla. Ele pensa: "Minha flor está lá em algum lugar... " Mas se o carneiro come a flor, é pra ele, bruscamente, como se todas as estrelas se apagassem! e isto não tem importância!


Hoje li novamente esse livro que é uma verdadeira lição de ensinamento de amor e carinho que devemos ter com os outros... e folheando minhas escritas... encontrei esse poema que é um tanto platônico mas muito verdadeiro em meu coração! Espero que gostem!

AO AMOR, PURO E SINGELO QUE DEVEMOS GUARDAR TODOS OS DIAS EM NOSSOS CORAÇÕES!!!

Mesmo se tentasse explicar qual o significado da palavra amor jamais se esgotaria... Assim como as gotas do mar revolto.
E ainda que imaginasse esse amor estaria mentindo para meus sentimentos...
Não é que não acredito no amor... O amor é o sentimento mais puro que unem as pessoas em qualquer lugar do mundo. Basta pensar em quantas oportunidades deixamos de passar por esse medo de não ser correspondido ou ser trocado por um amor melhor ou menos acomodado. Peço sempre a Deus que ilumine minha vida e a de meu amor. Assim saberia a razão dessa nossa vida: Amar e sermos amados!!!
Mas por favor entenda: esse sentimento que alimenta meu coração a cada dia me faz sentir a mulher mais feliz do planeta.
Por isso, quero sempre lembrar de ti com mesmo carinho que uma mãe tem por um filho. A mão que afaga na espera de um beijo teu... Ah se tudo fosse como os contos de fadas....
Levantaria um castelo de areia... Mesmo que o vento ou mar viesse destruí-lo. Mesmo assim brigaria com o vento para ele não destruir nosso amor.
Como não posso viver de fantasias a realidade sempre me acorda e fico sem chão para sonhar!
Ah... Se soubesses o quanto estimo esse dom de amar o mundo seria especial, único ou melhor, encantado!
Se essas humildes e singelas palavras tocassem sua alma na maior essência de teu ser, já me bastaria... Porque consegui penetrar uma minúscula gota no mar de seu corpo em fusão do meu amor por ti.
A espera é sempre difícil e companheira nas horas frias e tristes... Mas como escrevi algumas vezes que vamos estar com outro em pensamento...
Ainda que possa ser ilógico ou melancólico. Sonho um dia te esperar e encher seu rosto de alegria e beijar minha saudade despida sobre essa saudade que sufoca e me alimenta por dentro!
Quero sentir seu perfume todas as vezes que respirar ar puro e gritar aos céus: -Você é a página mais perfeita que o destino escreveu pra mim!!!
Esse seu sorriso alegre que faz meu coração bater de felicidade...
Como eu queria encontrar te hoje e contemplarmos juntos o pôr do sol... Nascer e viver assim sem se preocupar com o depois... Acariciar seu rosto com o sol sendo testemunha desse nosso amor!!!
Quando quiseres ouvir uma música escute o vento pois cantarei onde estiver as palavras doces de primavera que fiz pra ti.
Pode ser que daqui algum tempo não estaremos juntos... Aliás ocorre um momento... Nunca estivemos juntos em carne, mas sempre em pensamento!
Por isso leve me onde quer que tu vás... Pois tu és alguém que não dá pra esquecer!
Mesmo que algum dia venhas me sentir sozinha... Vou lembrar do meu amor por você... Ainda que desencantado e escondido no sorriso do meu rosto. E é com esse mesmo sorriso que vou conquistá-lo quando estiveres de verdade comigo!
O amor é puro e singelo quando se há confiança e afeto... Jamais julga ou ofende o outro... Ele se instala na alma e nos faz feliz!
Cultive o amor puro... Ele é um dom maravilhoso de Deus!
Ame sem Medo ou Vergonha...
Apaixone – se hoje, amanhã e eternamente
Essa foi a forma que encontrei de abrir meu coração...
Quando a brisa te tocar será meu abraço indo te encontrar... Obrigado por você existir.
-EU TE AMO COM TODO MEU AMOR!!!

(Tatyane Diniz)
Author: Tatyane Diniz
•21:48

ACONTECIMENTOS
Papéis coloridos
Uma mancha de lágrima
Quantas palavras escrevi.
Corações recortados de
Uma revista velha...
Ou mesmo um adesivo
No encarte de mais
Uma aventura ilusionista
Onde o artista principal
Era alguém que amava.
O que aconteceu?
Não o ama mais?
Calma!
Foi a página que escrevi
Semana passada.
Novamente decrevo sensações,
Embora ninguém entenda
Porque vivo em um lugar
Cheio de alegria.
Desculpa... Vou atrapalhar!
Existe horas e dias sem direção
Esquece deixa pra lá!
Agora mesmo estive pensando
Vou ligar para meu amor e
Dizer que o amo!
(Tatyane Diniz)
Author: Tatyane Diniz
•00:53


VERÃO
Amanheceu...
O sol me cobriu
com seus cabelos loiros.
Purificou atos inéditos
que aconteceram agora.
Tive febre e dor de cabeça
Porque tomei insolação.
As manchas na pele...
Marcas de um sonho que ficou em mim.
Raios de sol
A maré subiu alto,
Molhou me lavando
as mesmices ouvidas de ti.
Enxuguei ao vento,
balançando coqueiral
hidratante da beleza.

(TATYANE DINIZ)