Author: Tatyane Diniz
•01:43
Prendi sobre os lábios.
Sobre a ponta da faca.
E até mesmo me perdi nas linhas
de minha inocência...
Tentei segurar o máximo que pude
na certeza de não apagar o instante
perfeito e sensacionalista de minha vida!
Escutei o coaxar dos sapos, quanta harmonia.
Uma chuva fina que começava fraquinha quase
que sem forças e que passado alguns minutos
ela aumentava e encharcava a grama do jardim.
Fiquei alguns minutos vendo o Sol ir embora mesmo sabendo
que ele voltaria... mas nunca seria o mesmo porque ele
tinha personalidade e eu o entendia, claro!
Mesmo tentando evitar que nenhum momento escapasse
de meus sonhos e de minhas realidades ali sentidas...
É que me encontro perdida por esse sentimento,
que por quase toda minha existência pudesse
compreender... é a saudade que vai ficar agora
sim a saudade de reviver através de sonhos
ou de poesias que eu fiz para preencher a dor
que um amor pode deixar mas nunca desaparecer.
Ah, não, a faca acabou de escapar de meus dedos.
A dor não é a mesma que sinto por você...
É uma razão que prende meus lábios
e não tem explicação.
Author: Tatyane Diniz
•06:06
O amanhecer emanava o novo dia, dias que se passavam lentamente e ao mesmo tempo tinha uma rapidez voraz... ah, a única solução mesmo era pensar... pensar como a Natureza é magnifica. E eu feito uma sombra do lado da janela do meu quarto a observava... como eu queria que ela me sugasse para sua noite... e já fazia um clarear , um cheiro de mato verde, ums brisa que envolvia meus cabelos e o cantar do silêncio dos pássaros. O meu silêncio era insuportável, eu turbilhava dento de mim esses pensamentos que pouco me ajudam, eles apenas me fazem mal, embrulham meu estômango... se ao menos eles trouxessem a resposta que eu tanto procuro em meio ao escuro das minhas indignações,não , provoca uma dor.... um sentimento que eu não sei de onde vem... a pertubação de que tudo deve ser perfeito, mágico ou colorido agora se misturam e não tem cor alguma. A saudade de mim me consome tanto que esqueço que ser atriz em um conto de novela mexicana vagabunda de quinta é melhor solição para continuar nessa vida de faz de conta que eu te conto. Quando na verdade... a verdade será que ela existe? Não sei mas acho que as pessoas buscam tanto a verdade que elas mentem querer a verdade. Pra que serve a verdade se você pode ser cretino, mentiroso e ganhar vantagem e vingindo de bom moço. Caramba, esses pensamentos invadiram essas linhas, desculpa mas não é bem assim, pega leve aí mentira. Por um instante me deixei levar... a muito tempo que eu não sei o que olhar para o espelho e tirar alguma vantagem. A aparência combina com esse clarear que vejo em minha janela, a sombra que projeto do lado e fora e eu sombra das sombras que insistem em ser sombra... vaga silenciosamente pelos cômodos da casa. Alimenta-se para nutrir a sombra e nada mais... Pouco importa se é ou não o que você imagina... talvez eui precise treinar mais vezes de brincar de sombra... mas é a mais pura realidade. O homem precisa compreender e até acabo me lembrando de como eu brincava com a minha e hoje eu tenho que gostar de brincar de sombra para não me perder de vez nessa escuridão de meus vagos negros pensamentos. Por favor, vá embora!!! Preciso dormir!!!
Author: Tatyane Diniz
•17:18
SoS
PassoSONHOS
RASOSobre
RosoSuper
NOSSOSegredos
(06/01/2009)

Faz algum tempo atrás quando eu andava sozinha por um bosque de esmeraldas. O calor da cidade me deixava muito distraída. Tudo era green, mata fechada e apenas eu... uma garota em busca de algo que queria registrar nos desejos mais infinito de meu egoísmo. O que eu queria mesmo era possuir aquele lugar mais de uma forma ou de outra ela já fazia parte de mim. Sentada ao lado de um lago greem, sim porque tudo lá tinha de ser verde... não sei porque mas tudo que eu queria mesmo era espiritualizar-me... sugar toda energia que a natureza fez questão de brotar por lá! O sol clareava tanto que sua mistura de verde com amarelo ficava alaranjado... e então as cores se uniam como forma de agradecimento pela pureza que emanava no pequeno pedaço de terra. Então tive coragem de me banhar no lago... água morna... gostosa e de repente vi muitos sapos que habitavam por lá... a unica dedução que imaginei na hora é que eles tinham uma energia verde... Tive vontade de sair correndo, sim porque odeio sapos... mas outrora compreendi que eles imaterializavam o lago. Portanto deixei que todos os sapos olhassem para mim, ele me olhavam de um jeito... eu que era uma diva... eles me esnobavam e nem me deram um pingo de ousadia. É até idiota da minha parte não querê-los por perto... mas eu estava em um lugar deles, sua proprieadade e ainda me dava o luxo de sentir medo, nojo ou coisa parecida.
Todos os sapos tinha razão para me olharem daquele forma: um mulher que vem até aqui e não desfruta da beleza desse lago só pode ser louca... assim eu tentava decifrar o olhar de cada um deles. E depois me dei conta de que eu sempre amei sapos quando criança e agora sinto medo... Por quê? Sim, essa é a pergunta que me faço por anos... mas o bosque das esmeraldas me fazia voltar... a ser eu mesma e a gostar de coisas simples da vida.
(Tatyane Diniz)
Author: Tatyane Diniz
•16:31
Talvez eu não quisesse ser mais criança. E essa modalidade dói a cada pôr-do-sol. Sei bastante que nossos hérois ou amiguinhos imaginários desaparecem quando crescemos. É mais ou menos quando ficamos adultos: precisamos mudar de lugar ou então quando os nossos amigos vão para longe de nós. Essa é mais uma etapa que não somos mais crianças... a vida continua e vai ser assim: conhecer pessoas maravilhosas e que em algum momento nos deixarão ou nós mesmos nos deixamos abandonar e que circularão em nossas veias ou em corredores do nosso coração. Crescer não dói, o que dói é não querer que a vida nos contagie com seu "ouro", planejamos um sonho, pintamos as cores de nossos ideais e mais uma vez deixamos de ser crianças: aprendemos a andar sozinhos sem o apoio da mamãe para não caírmos. A vida me ensinou a ir em busca da felicidade. É triste a escolha quando precisamos merecer o amor ou ser julgado pelo o outro, tudo porque temos questionamentos diferentes. Talvez ser criança seja melhor mas ela nunca poderá ir ao outro lado da esquina para comprar um passaporte para conhecer outros lugares. O máximo que ela poderá fazer é assistir a desenhos animados ou imaginar e que para sua decepção continuará no mesmo lugar de onde nunca saiu. Preciso levar alguns socos no estômago quando me decepcionar com alguém, mas tudo isso faz parte de minha evolução quanto homem aqui na Terra. Posso estar delirando ao escrever estas palavras, que não sei porque insistem que manifestem-se e que gritem: "a criança está dentro de você e ela nunca morre", frase feita, clichê, eu não me importo. Somos ensinados sempre a ganhar tempo, a não chegar atrazado... a sermos os melhores e quando se vacila a culpa é do seu eu, da sua pessoa que não planejou sua vida e que não promoveria a menor hipótese de se tornar alguém sem sonhos, sem esperança, sem amor a vida. Olha, digamos que você se transformou em um vegetal. Não tenho medo de envelhecer ou morrer! Se eu tiver que colher margaridas em uma areia movediça e atolar que importa, o bom da vida é correr o risco e não o medo de vivê-la.
Author: Tatyane Diniz
•11:18

Assim mais um dia se passa dentro do próprio coração uma voz rouca, miúda e sempre calada. Mais uma vez nos entregamos a dor de sentir o medo do nada e muito menos perceber que os motivos para se viver podem ser equiparados ao vôo da borboleta. Ela vai nutrindo-se do bater de suas asas e vai fortalescendo-se a cada parada em flor em flor. Nada se escuta naquele lugar escondido e sem perspectiva, apenas o barulho do bater das asas que mais parece um turbilhão de sentimentos que desaparece em cada parada do seu coração.
(Tatyane Diniz)
Author: Tatyane Diniz
•22:03

Desde que o vi parado olhando para o vazio
dos meus olhos pude perceber o quanto
precisamos nos resgatar desse tempo ruim.
Não me peça para ir embora.
Quero ficar para ver mais uma vez esses olhos
de quem não vê mas sente meu peito
aflito, louco de vontade de beijar-te
nem que seja pela última vez.
ADEUS!
Author: Tatyane Diniz
•22:16

MAIS UMA VEZ....
Era uma vez em meus contos de fadas, uma princesa que saía sempre pelos fundos do castelo porque aquele era o lugar onde ninguém passava... Apenas os criados ou pessoas sem nomes, sem identidade alguma. E era assim neste ambiente que essa menina buscava chamar atenção do príncipe, príncipe esse que mal a via... ela saía pelos fundos e no meio do caminho pegava um regador e alimentava as flores daquele jardim esquecido. As flores apesar de castigadas pelo sol... A garota se iludia que um dia as usaria para enfeitar seus cabelos no baile e que o perfume das flores iria afastar a tristeza de sua vida e dar lugar a um grande sonho: Encontrar em meio aquele quintal de espinhos um amor sincero. O pior é aceitar a verdade... No dia seguinte, dia ápos dia as flores iam ganhando vida e mais vida. As moças da redondeza do castelo se preparavam para o baile... E a pobre menina não tinha um vestido bonito para ir... Então ela teve a idéia de ir com um vestido de ramagens e flores . Quando ela apareceu no baile seu perfume era muito forte... mas ela não poderia ficar muito tempo ali... ficou um pouco e saíu chorando, suas lágrimas caíram no chão e se transformaram em coração... ao cair no chão dividiu-se em dois lados. O príncipe pegou e não viu para onde fora. A princesa como de costume continuou a regar suas flores e pedir que um amor verdadeiro viesse ao seu encontro. Ela usava um colar com a metade do coração que restara naquele baile. De repente ela passa pelos corredores do castelo e o príncipe a vê... as metades do coração se uniram e sua tristeza foi embora, o príncipe nunca havia sentido perfume tão encantador como aquele. Ela o abraçou e disse: O melhor perfume está dentro de embalagens que não valem nada mas que vencem pelo significado da situação.
Author: Tatyane Diniz
•21:59

Quando se busca o azul
O verde não dá pra compensar o cinza e muito
menos o preto dos teus olhos...
é triste perceber que não tenho mais o colorido do arco-íris!!!
Mas espero a chuva... que renova
tudo que não pode se concretizar!
28-11-2008
(Tatyane Diniz)

O amor as letras é a melhor forma da essência da arte
de continuar vivo, por isso eu leio
teu corpo, poesia e me encontro prosa!

(Tatyane Diniz)

Author: Tatyane Diniz
•21:56
Na chuva de ontem esqueci
Meu guarda-chuva!?
Não quero guardar a chuva!
A Chuva é que me guarda!
Passarinhos de gotas molhadas
Nas poças espalhadas
Um véu cristalino na retagurada!
Author: Tatyane Diniz
•10:18
Caminhos no arvocer, é, procuro o meu eu entre tantos verdes florestais! Doutrinar o que tenho para essa hora. As folhas caem... as estações passam e ainda continuo a procurar-me... onde está o meu eu? Escuto a voz de um pássaro que sai do livro. O livro contunua fechado mas escuto o cantar... uma ladainha... e o meu eu a me enganar... saí para passear e tenta deixar com que fiques sem ele. Onde está o meu eu sem mim? Até hoje o procuro e o pássaro continua lá, dentro do livro... Uma criança o abre e ele canta palavras escritas no ar... e o meu eu corre livre para imaginar.
Author: Tatyane Diniz
•22:47
Olho para o vazio e nada me faz entender porque procuro respostas e não as encontro! Por quê?
Esperar mais uma estação e enganar meu coração.... palavras chegam a um turbilhão, encontro-me aqui entre a dor de ser a qualquer momento ser evaporado como uma essência qualquer... qualquer... e não é uma essência agradável... é importuna... ela pode sumir... mas nunca ser esquecida, jamais! O homem precisa compreender porque usa as pessoas e as coisas!!! Por mais materiais ou naturais elas são feitas de algum momento. Flores e vento... por que justo agora me vêem tantas perguntas.... tantas inquietações... quisera ser ave... sair desse momento... lavar-me e retirar-me toda a sua podridão... esfrego minha pele... e permanece o que me une junto a ti...(já não sei o sinto) nossa, já não é tristeza, nem mágoa.... é pior... é a certeza de que eu serei mais uma vez retirado, jogado fora... e melhor... sumirei para sempre de tua vida... sem deixar nada... apenas esse cheiro que impregna minha pele... que me faz sorrir em meio ao meu desespero!!!
Author: Tatyane Diniz
•00:19

Uma onda de sentimentos invade minha praia. É tens razão... quanto tempo faz que não trocamos olhares ou nos desafiamos a surfar nesse mar sem fim... Azul, como os teus olhos de que busca um horizonte, um mirante para sossegar de vez! Ah se soubesses o quanto guardei esse sentimento... Olho para um a revista velha... já se passaram tantos anos. E por incrível que pareça não faz tanto tempo assim, só se passaram alguns anos de minha velha bagagem de primeira viagem. O sol queima... marca meu coração! Como não esquecer... era tarde de verão e saímos para contar grãos de areia... deixar pegadas na praia... mesmo que as ondas destruíram nossos castelos de sonhos. O homem é o ser mais presente em minhas viagens pelo nada que me edifica e me faz bem... Ah agora que te vi... te toquei não é mais uma tempestade... apenas tempestades que acontecem em nossas vidas. Cada um segue a sua rotina... sua maneira de amar, de se sentir amado. Loucos e poucos carinhos nos fizemos merecer... é tudo tão pouco e escuro... longe... sinto que cada vez que olho o mar um pouco de nós vai embora... sumindo, evaporando e só restando o sal que ainda tempera o pouco da água do mar. Volto novamente ao mar para tentar encontrar, mas é em vão... não há como te resgatar... Tento correr para não lembrar, e o que encontro é esse sentimento que me faz se sentir inútil, sem forças para continuar guardando as conchas ou fazer de contas que sou feliz, ou melhor, acreditando que alguém vira me tirar desse oceano.

(Tatyane Diniz)
Author: Tatyane Diniz
•22:53



Um animal (Tatyane Diniz)

Devora a presa

Como se fosse

O melhor banquete

Que já havia comido.

Saciada a fome

Vai para sua toca.

Passa dias sem se alimentar.

Vai a floresta novamente.

E de repente, outra presa.

O que ele fez?

Não faço a menor idéia.

Ele a prende em seus caminhos

Alimenta a de doçura.

É chegada a hora do jantar...

Ele a comeu?

Hum, como ela é gostosinha!?

Apesar da vontade em saciar sua fome

O animal começa a

Lambê-la por inteiro.

E em seguida... tira a da sua toca.

Mas a presa ao ver a liberdade

Necessita do animal para nutri-la

Da mesma forma que a fera.


Author: Tatyane Diniz
•21:32

Um corpo se aproxima na medida que um outro corpo pede a essência. Muitos fingem possuir tê-la, não que esteja na moda... é por falta de opção... para não ficar para trás. Embora enganem-se no silêncio das frias palavras ditas no vazio do olhar. Não estou falando de ti, imagina! O pior é ter que aceitar lá dentro da alma... se é que se tem alma... Dizer sim quando se quer dizer não... Não para falsidade e sim para perceber o quanto és mesquinha... covarde... não tem nem coragem de olhar-se no espelho... seu espírito está impregnado de mentira... Mentira que você faz de conta... Por favor!!! Chega de fechar o livro! Abra e vá até a última página e se comprometa de ser o melhor ou pior personagem de sua própria história antes que outro se aproxime e tenha sugado mais uma vez, a essência.

Tatyane Diniz

Author: Tatyane Diniz
•23:16

Preciso de alguém
Que me ame em silêncio
Que me necessite como
Uma droga...
Algo raro, especial de se encontrar.
Que droga da obediência!
O que quero é ser amada
Como toda Ciência.
Obra fixa, inusitada.

23/09/2008.


Author: Tatyane Diniz
•23:35

A pior vaidade do homem é entregar-se ao

egocentrismo de seus anseios. Engana-se todos os dias

porque constroem somente um museu sem emoções.
Tatyane Diniz
Author: Tatyane Diniz
•22:00
Encantada!
Hum... viver suspirando!!!!
É, faz sentido entender porque a alma humana
é tão feita pelo avesso.
Imagina se conseguissémos ser desenhos...
Talvez esteja delirando ao olhar a lua da minha janela.
Que é tão cheia como o sonho da padaria perto de casa.
Os homens e as mulheres poderiam ser mais subjetivos.
Trocariam mais carinhos e visitariam-se com mais frequência.
Pois bem, acordo com um balde de água fria...
Ahhhhhhhhh nãoooooooo você de novo!!!
Querida.... acorda!!!
Vai perder a hora do trabalho.
Amor!
Justo agora que o príncipe
Iria me beijar e sermos felizes para sempre!
Moral da estória: No caminho de nossas vidas
Precisamos dos sapos para encarar a realidade.
Já ia me esquecendo... esqueci de meu sapatinho de cristal!

Tatyane Diniz




Author: Tatyane Diniz
•21:35
A máscara da sombra (Tatyane Diniz)
Quantas serpentinas pularam
Em meio a nossa alegria.
Quantos amores aconteceram
A cada olhar faíscado,
Ao brilho da purpurina.
Carnaval é tempo de união
É amor no coração da columbina.
Esquecer os problemas que
Rodeiam e secam completamente
O mundo da ilusão.
São poucas as estrelas a nos verem
Dobrar a esquina da avenida.
Deixando incorporar a fantasia...
Chorando ficou o pierrô,
Cheio de pieguice acordou.
O amor de carnaval foi embora.
Indecisa entre amores
Sozinha columbina se encontrou.
1999
Author: Tatyane Diniz
•01:19

Recados Especiais!!!

O meu amor por você

É igual ao seu por mim.

Nem metade nem inteiro.

Ambos nos completamos

Não existe fração!

Para as coisas do coração.

Quem sou eu?
Alguém de carne e osso buscando a cada dia ser eu mesma. Ainda não consegui trilhar uma composição de como uma pessoa possa ser. No teatro da vida há muitos disfaces. Use o seu: Seja sempre você!


Te amar é viver... é sorrir e entender que nossas vidas fazem sentido porque encontramos o amor!

Tatyane Diniz

Author: Tatyane Diniz
•22:22

PRECISO...

Preciso ser alegre quando se está triste.
Preciso disfaçar momentos entre borboletas e caramujos.
O verde que emplasta os campos são amarelos... amarelos!!!
Preciso escoder até Você de mim.
Preciso e sei que não é perfeito.
Para não acabar de vez...
Rego-o dentro de mim.
Tatyane Diniz
Author: Tatyane Diniz
•22:19
Ouvi mais uma vez que o vento cantarola suaves melodias que visam acariciar minha dor. Abro a cortina do passado e você continua lá, dormido em minha memória infantil. Gritos de silêncio atormentam a vida, vida essa que não tem sentido... mais uma vez eu abro a cortina, quem aparece, é o reflexo do outro estarrecido pelo passado. Por mais amarelo, mofado e sombrio... Ele presencia a dor, toca de leve o rosto, aperta o peito e consegue fazer com que algumas gotas de sangue saim de sua face. É tão intensa... que pede-se para calar a fina gota... mas ela esquece que a dor é isso... não cessar enquanto se vive.
Tatyane Diniz
Author: Tatyane Diniz
•21:56
COMO EU TE AMO!
(Tatyane Diniz)
(R.F.M)

Amo te como um louco,
a procura da certeza de tudo que não é racional.
Amo te como um estudante,
a busca do próprio conhecimento
de si e dos outros.
Amo te como uma mãe,
a velar pelos dias doentes.
Amo te como um professor,
a não dá aula e sim ensinamento.
Amo te como um pai,
a gostar de futebol e incentivá-lo "no time".
Amo te como amigo,
a que sempre poderá contar.
Amo te como irmão,
a doar sangue ou correr atrás do
seu para salvá-lo.
Amo te como princesa,
a mostrar que os contos de fadas
existem nesse mundo comtemporâneo.
Amo te mais ainda como namorada...
a estar presente em sua vida
preenchida de amor e alegria!
Que não tem tempo nem hora marcada.
Não importa... nada importa
o que sinto por ti é mais forte que
qualquer "tipo de amor".
É uma doação, uma entrega sem fim
um sentimento que vai além de mim.
Que deixa me assim:
completamente fora de mim!
Te amo!
(Tatyane Diniz) 18/08/2008-22:21





Author: Tatyane Diniz
•21:12

Sedução(Tatyane Diniz)
~~*~~
Rasteja pelo chão
O chamado da pegada.
Alguém passou por ali,
Existem marcas até no orifício
Na marca pregada no pé.
Um homem sem ensinamentos
Louco para saciar sua sede
De ressentimentos,
Explora a pobre menina
Falecida... na areia da praia!
E só se escuta o som do mar,
As ondas chegam até os pés daquela
Pobre infeliz... esquecida.
Mas o homem loucamente
Acolhe em seus braços
Corre para o mar!!!
Lança rosas com a menina
Deita-se ali... espera-se
que o mar a leve
para junto... no fundo
do coração do oceano.
Onde se transforma
em sereia renascida pela areia.
(29-07-2008)




Author: Tatyane Diniz
•01:15

Cada momento em nossa vida se torna frágil diante dos intermédios alheios que preciso suportar. É a perda daquilo que você não consegue se desfazer. O ruim mesmo é a separação de algo que não dá para deixar para amanhã... depois ou então quem sabe naquele dia em que aparecer uma visita em sua casa e fingir estar tudo bem! No final... o dia acaba a noite chega e mais um segundo que passa morre aos poucos a esperança de ver ou ser aquilo que você projetou por toda a vida.

É, também não é fácil, suportar as palavras ditas ou malditas do outro lado da rotina que persiste não ter fim. Uma brisa fina... alivia meu rosto... acalma-me como camomila, um bálsamo que em dias térridos... inacabados insistem em querer fazer parte do que mais abobina, instaura-se no beco da latente brisa, agora vira uma ventania.

Ando parada, a vida continua, o dia sempre volta, a noite vem com estrelas... isso quando se quer uma noite estrelada. A falta de apoio e de quem acredite que você pode ser alguém importante para alguém hoje para mim não faz sentido, pelo menos agora... nesse exato momento.

(11/08/2008) Tatyane Diniz
Author: Tatyane Diniz
•23:13
Dias de Chuva! (Tatyane Diniz)

As gotas escorrem vagarosamente

Pela janela da sala.

Pingos suaves

Doces de inverno.

Ruas vazias... um ou

Outro sinal de luz na

Escuridão do frio.

A luz no fundo,

Um olhar distorcido...

E que raramente se ver as

Poucas nuvens aqui no céu.

O silêncio encanta a paisagem

Tomada de puro sossego.

(21/07/2008)

Author: Tatyane Diniz
•23:09

Longe de casa (Tatyane Diniz)

A estrada é infinita,

Mochila pesada.

Costas macias na

Contra-mão da esquina.

Jogo sujo...

Cortina de flores

Seu pérfume exala

Os poros de sangue.

Da menina que

Balança-se na árvore

Seca... gelada.

Os sonhos... os segredos

Trancados numa caixa

Suja, intocada,

Quase que transparente.

Ao abri-la ela devolve

Toda a podridão.

A menina que brincava na árvore

Expulsa o egoísmo de seu coração.

(20/07/2008)

Author: Tatyane Diniz
•22:55
Ainda que tentasse decifrar os enigmas da vida, talvez fosse preciso ser mais real. Por mais insignificante que seja, essa é a tarefa do ser humano. Cada sol que ilumina a estrada passa a ser tão imoral, tão mesquinho que não dá para avaliar nada. Os troncos das árvores mais uma vez serão queimados e novamente mais almas serão aquecidas neste inverno. Queima-se uma árvore ou esquenta-se um coração gélado, frio e esquecido pela natureza...? Essa tarefa se faz necessária porque embora louca a natureza em cercar de frio... gelo... a água segue e transforma-se em seu estado inicial: retornando ao seu ciclo sem culpa alguma!
Tatyane Diniz

(25/07/2008)
Author: Tatyane Diniz
•19:40
FALANDO COM AS ESTRELAS (Tatyane Diniz)
Como é que diria para
As estrelas que estou amando
De verdade?
Nunca encontrei alguém
Que me realizar-se por inteira.
As estrelas podem surgir
Todas as noites no céu.
Mas outrora podem desaparecer
E nem ao menos dizer:
- Espera!!! Volto a te ver!
Já sei, falarei com Vênus.
Serás ele o planeta do amor?
Questionará minhas dúvidas
Porque sabe de mim e do meu amor?
Se for amor impossível
Irás me desapontar?
Meu amor é incrível
Por céus vou amar.
Estrela onde devo te encontrar?
Estou cansada de acordar...
O que resta é apenas sonhar
Meus desejos você realizar!
(1998)

Author: Tatyane Diniz
•19:52

Era tão esplendida e magnífica aquela manhã. Não era uma manhã do dia-a-dia. O amanhecer nutria o seu jardim. Ela tinha uma verdadeira adoração por cravos vermelhos, amarelos, rosos e laranjas. Entendia que cada cravo nos reserva um ensinamento, ou melhor, nos desperte a sensibilidade.


Há aqueles que destacam-se na natureza pela exuberância das cores, mas seu substantivo é ser cravo, não importa.


Por isso, colha agora, não deixe que a noite o faças perecer. Sinta a emoção fluir no prazer que ele irá te proporcionar.


(21/05/2007)


A LÍNGUA LIGA MINHA FALA NESTE CONTEXTO UNIVERSAL. PORÉM, PREFIRO SER INDIVIDUAL!


\0/¨¨ \0/¨¨ \0/¨¨\0/¨¨\0/¨¨ \0/¨¨ \0/


COM A CANETA ME ENTENDO


O PAPEL SENTE A SAUDADE.


O CARINHO AO ENVIAR


MANDAR MEUS VERSOS A TI,


CANTADOS EM LUAR.


MOLHADOS DE DÚVIDA


INSEGURANÇA EM AMAR.


AMASSADO, AMARELADO


AS PALAVRAS NÃO PODEM


SE DESMANCHAR.


FATOS ÍNTIMOS AO LEITOR


SOU RECEPTOR , A POESIA.


CHEGA DEPRESSA A NOTÍCIA...


BEIJOS SOBRE A CARTA,


MINHA ÚNICA ESPERANÇA


É ABERTA EM SUAS MÃOS,


DEVOLVA-ME POR FAVOR, A RESPOSTA


E NÃO ESQUECE, ANSEIO DE EMOÇÃO.


(08/10/98)

Author: Tatyane Diniz
•22:27

O QUE É A POESIA?
Um tanto difícil de ser respondida!
Poesia deve ser saboreada, sentida... tocada.
É o sol que nos queima pela tarde e pelo fim do dia.
Uma música clássica cheia de significados.
Obra rara de se encontrar
Beijos longos ao luar
Primavera inusitada
Poesia não há significado,
Existe em cada ato de misericórdia
Praticada pelo próximo.
Observe a vida com alegria
A poesia é prova de que existir
É a semente da sabedoria
Quanto mais se lê
Mas difícil de ser compreendida.





Author: Tatyane Diniz
•23:06

POR QUE?

A CADA DIA QUE PASSA...

ME CONVENÇO QUE A DOR TEM FARSA,

AQUI, SENTADO NA PRAÇA

TOMANDO ANALGÉSICO DE GRAÇA!

Author: Tatyane Diniz
•12:14
As borboletas bordas bicos bucólicos e bonitos , bem na frente do seu nariz... que fantástico!!! Elas tecem a vida de forma coloridamente harmoniosa. Então, escolha sua cor preferida, vamos: agora!
Peça as para elas estamparem um tecido alegre em sua vida!

Author: Tatyane Diniz
•23:53
Bebida (Tatyane Diniz)

Quando eu era criança
Acreditava que os sonhos
Se tornariam reais.
Como acontecem nos contos de fadas.
Ah! Criança... Ser criança.
Que eterno contentamento.
Sonhava acordado e vivia
Envolvido de encantamento.
Tomava banho de chuva,
Abria a boca para bebê-la.
A água caía das nuvens, do céu.
Que engraçado...
Isso é fantasia?
Não!
Era teimosia mesmo!
Quando a mamãe gritava:
- Filho, você vai ficar resfriado! Entra!
Quando na verdade, deitado na grama,
Aquele era o meu lugar... meu instante!
De sentir-me encharcado de cetim.
A chuva tinha gosto?
Não, não tinha gosto de nada.
Era um remédio enviado dos deuses.
A bebida rara de uma criança.
A chuva que caía enfeitava o verde
Do jardim de minha casa.
A magia dela fazia as margaridas sorrirem.
Author: Tatyane Diniz
•13:43
Poder!
Em uma piscina cheia de significados as palavras afundam-se nas mais variadas vertentes. Somente elas podem dizer a real harmonia das profundezas
quando se quer dizer algo ou então ficarem quietas na cabeça de alguém.
Isso quando elas permitem... Mas o poder das benditas fazem a maior diferença quando conseguimos expressar nossas atitudes.
Ainda bem que a escrita delas é uma forma de exprimir opniões... diga-se de passagem,
lavar sua alma... a melhor palavra seria essa: desabafar ou explodir. Portanto, permita-se algumas vezes
entender seu vocabulário mental, vai entender ou entregar-se?
13-04-08 (Tatyane Diniz)
Author: Tatyane Diniz
•21:49
CARINHO (Tatyane Diniz)

Dois corpos que se encaixam...
Duas bocas que se beijam...
Dois corações que se batem...
Dois orgãos que se desejam...
Duas mãos ao dobro que se tocam simultaneamente...
A chegada de mais uma vez sem entregar-se a nada...
Apenas ao prazer de ambos e sentir que sem isso
Não faz sentido praticar o amor!
06/04/08.





Author: Tatyane Diniz
•00:51

Clara

(Tatyane Diniz)

Era uma vez uma menina branca da cor do leite que ela bebia todos os dias. De um tom pálido adorava passear na praia, mesmo que a cor descorada dela fosse queimada pelo sol. Alva como as espumas do mar que molhavam seu corpo misturando-se com a total brancura da epiderme. E que apesar de sua doçura contagiante parecia açúcar de confeiteiro em bolo de aniversário. Identificava-se igual às outras crianças e não a deixaria de ser porque a cor branca decompõe as demais cores.
Como de costume, sua mãe escura levava a garota clara para a casa de sua avó. A vovó rosa trabalhava na feira-livre da cidade aos domingos. Dia perfeito para reunir os netos e fazer aquela festa. Crianças de muitas cores correndo pela casa para ver quem dava o primeiro abraço na vovó morango e em troca recebiam o que ela trazia na sua cestinha: frutas, verduras, sucos, refrigerantes, pipocas, doces etc, afinal, tudo que um ser pequeno gosta, agradando-se assim neto por neto.
Um dia a garota do branco do ovo recebeu da vovó rosada uma fruta gostosa, a banana. Não que ela nunca tivesse comido essa fruta, aquela era especial e mágica. Nos domingos sempre comia mais e mais. E de repente, notou que um pontinho preto fazia parte do cenário da pele agora. Imagine um copo de leite com uma mosca caída dentro desse líquido? Durante toda sua existência fora branca de sinais e que à medida que saboreava a fruta, símbolo da alimentação dos macacos fazia sentido naquele exato momento. Perdeu a conta de quantas pintas enfeitavam seu corpo.
O que a menina cal não compreendia era o porquê da mãe cor de café quente que também comia banana não possuía pinta alguma. Vai ver é a maldade estampada pela tristeza de seu sorriso. Como, se a vovó rosa bebê e tão delicada e alegre?
A mãe cor de chocolate meio amargo é viúva e desde que o pai da menina translúcida morreu, a vida dela não tinha o colorido do arco-íris.
Embora, a mãe petróleo não conseguisse sorrir, era a vovó rosinha que preenchia os espaços vazios brancos não escritos que ainda restavam da pele da criança. Entendia que depois de tanto tempo que esses pinguinhos escuros minúsculos eram lágrimas da mãe. Apenas não queria suportar a idéia que as gotas de carvão da mãe pintasse seu corpo por inteiro. Porque as marcas da menina do branco do olho estão tatuadas para sempre no corpo da menor, dentro do coração.

17-03-08.
Author: Tatyane Diniz
•18:46

MAR MORTO
(Tatyane Diniz)

Mergulha no seu interior
Busca a profundidade
Que é teu ser.
Agarre-se aos destroços
Do naufrágio...
Sufoca todo ar,
Respira os peixes e
Mentalize onde está
Aquela paisagem,
Mesmo sem oxigênio,
É fácil lembrar.
Outrora, afogue-se
Deixe as ondas te levar
Não se arrependerá.
25-09-98.


Author: Tatyane Diniz
•22:29

CANTIGA DE AMIGO (Tatyane Diniz)

O amigo leal foi nadar no fundo,
Disseram os peixes que o achasse ao mundo.
Ah, ondas, beijem-me os pés!
Afoguem-me, e não falo quem és!
~~*~~
Que o achasse ao mundo disseram os peixes,
O ar valente movem as águas feixes.
Ah, ondas, beijem-me os pés!
Afoguem-me, e não falo quem és!

~~*~~
O ar valente movem águas ao mundo,
Quando alegre, ele saiu do fundo.
Ah, ondas, beijem-me os pés!
Afoguem-me, e não falo quem és!
~~*~~
Quando alegre permaneceram feixes
do fundo sai ele, choram os peixes.
Ah, ondas, beijem-me os pés!
Afoguem-me, e não falo quem és!

08-09-07


Author: Tatyane Diniz
•21:42
Ei, segunda observei que a manhã se
apaixonou pela tarde... mas a tarde é apaixonada pela noite.
E por conseguinte a noite ama a madrugada que gosta da manhã!
Que confusão de sentimentos... Preso está o dia... tanta oscilação?
Um ciclo... uma verdade... uma cor e um nome.
(Tatyane Diniz) 16-03-08
Author: Tatyane Diniz
•21:57
Depois de algum tempo sem postar meus escritos...
Ontem... deixei marcas preciosas no entardecer do sol.
Quantas palavras joguei no ar... liquidificadas de fervor.
A escrita faz parte dessa primavera... não se pode compreender,
Porque inside nesse querer... quase promíscuo... encantador.
Míseras tolices repugnadas no chão!
e agora, tu recolhe-as nesse instante de euforia?
A vontade de escrever é comparada ao despedir de Sol...
na insistência de promover sempre sua volta,
por mais que não estejas vivo.
(Tatyane Diniz)
15-03-08






Author: Tatyane Diniz
•23:15
E sigo neste tempo... tempo que não passa de um tempo! Ele perdido vago pelos cantos da designação do velho comparado ao novo pensamento. E neste instante de tormento, chega o vento levando tudo, tudo que é pensamento.
Outro dia ele chega sorrindo misturando-se ao lamento... triste... quase sem cor... transbordando de fitas coloridas com misturas trazidas pelos ventos dos pensamentos.
(Tatyane Diniz) 18/02/08.
Author: Tatyane Diniz
•10:58
O que o homem precisa pra ser feliz?
Nada... Primeiro é que ele sobreviva com esse salário de cão e que o governo lhe dê esmola achando que ele é o Deus, o melhor!
Cansei da sandice, desrespeito com o proprietário chamado Homem.
08/01/08. (Tatyane Diniz)
Author: Tatyane Diniz
•14:13
MUNDO
(Tatyane Diniz)
Sem proibição alguma
Te querer, gostar e adorar
Por tudo neste mundo,
Sinto como é bom te amar.
Estou feliz que você exista
Chegou devagar a me conquistar
Tudo porque faz do meu mundo
Um lugar cheio de carinho
E felicidades veio me dar.
Author: Tatyane Diniz
•13:39

REFLEXO

(Tatyane Diniz)

Assim que descobrir a verdade das coisas e esconder as mentiras atiradas no lago... não importa, alguém vai ferir seus conceitos, suas pelegrinações, seus anseios até mesmo sua dignidade. Esse é o ciclo de uma série de anarquias praticadas pelo homem, descer... subir... e não enxergar a verdade... Fingimos não olhá-la... para não sermos atingidos de surpresa. Mesmo assim, continua-se vivendo, vegetando, não olhando para dentro de si, fechando-se... quase que se acabando e deixando de existir.
14/02/08.
Author: Tatyane Diniz
•09:50
SOLIDÃO
(Tatyane Diniz)

Horas vazias e claras,
Sem nenhuma ocupação
Várias noites perdidas,
Sozinho apenas com o coração.
~~*~~
Solitário entregue a vida
Sentindo dor e solidão.
Em um canto sente-se esquecida,
Às vezes grandes ou não.
~~*~~
Estarei sempre imaginando
Em cada lágrima uma esperança
O que poderás estar pensando,
Naquela enorme lembrança.
Author: Tatyane Diniz
•09:18

OLHOS DE SOFRIMENTO
(Tatyane Diniz)
Eu vi um rosto triste,
Eu vi uma lágrima
Cair dentro do mar.
Eu vi o mundo me usar.
E tive a noção do enigma,
Porém, retirei-me a andar.
Eu vi a calamidade tomar
Conta da imensidão
Do meu olhar.
Pereças, querem me afogar.
Socorro! Chamem o salva-vidas,
Porque o mar não é rosto e
Meus olhos estão cansados
De tanto se lamentar!
Author: Tatyane Diniz
•10:25


MICROFONIA
(Tatyane Diniz)

Ouço sua voz
Num campo límpido.
Cercado de dúvidas,
Gritando meu nome,
Ouvindo várias vezes
Dizendo me amar;
Entrego-me ao desespero,
Fecho meus olhos...
Não saí sai de mim.
A voz rouca a falar:
- Eu te quero aqui!
Arrepios de tormento,
Seus fantasmas andam
Deixando um ar de euforia.
Despedindo-se... rindo e
Morrendo aos poucos em mim.

20/05/99
Author: Tatyane Diniz
•23:28

ADEREÇOS
(Tatyane Diniz)

Rabiscos de areia, terra
Sol, vento e mar.
Presa entre a rede do pescador
Sou pescada por um sonhador.
Peixes dourados encantados
Numa canção de ficção.
Loucura descritas todas
À vezes que o rio
Namora com o mar.
Um dia a de se separar.
Desde agora outros tubarões
Barram os paredões
Do velho navio naufragado.
Servindo de turismo,
As maravilhas que o homem
Sempre irá desmatar.

20/05/99
Author: Tatyane Diniz
•12:31
PRESSÁGIO
(Tatyane Diniz)
Acordei...
A sombra da solidão
Na penumbra da morte.
Avisou-me desce de princípio,
Não quis ouvi-la.
E perdi a noção.
O pesadelo arruinou...
Mais tarde chovia,
Em flores rasas, me via
Molhada entre o orvalho
Enervamento entre as folhas
Ah! Loucura insânia...
Procurei-te em todos os lados
Encontrei-o, seco em meu coração.
20/05/99