
Composição: Luiza Possi e Dudu Falcão


Mudaram as estações
E nada mudou
Mas eu sei
Que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente...
Se lembra quando a gente
Chegou um dia a acreditar
Que tudo era prá sempre
Sem saber
Que o pra sempre
Sempre acaba...
Mas nada vai
Conseguir mudar o que ficou
Quando penso em alguém
Só penso em você
E aí então estamos bem...
Mesmo com tantos motivos
Prá deixar tudo como está
E nem desistir, nem tentar
Agora tanto faz
Estamos indo de volta prá casa...
Essa letra resume tudo. Amores, quem nunca os teve? Mas insisto para vocês a felicidade está atrás do muro, por favor pulem. Decidam o que é melhor pra vocês antes que seja tarde!



(Tatyane Diniz)


Um animal (Tatyane Diniz)
Devora a presa
Como se fosse
O melhor banquete
Que já havia comido.
Saciada a fome
Vai para sua toca.
Passa dias sem se alimentar.
Vai a floresta novamente.
E de repente, outra presa.
O que ele fez?
Não faço a menor idéia.
Ele a prende em seus caminhos
Alimenta a de doçura.
É chegada a hora do jantar...
Ele a comeu?
Hum, como ela é gostosinha!?
Apesar da vontade em saciar sua fome
O animal começa a
Lambê-la por inteiro.
E em seguida... tira a da sua toca.
Mas a presa ao ver a liberdade
Necessita do animal para nutri-la
Da mesma forma que a fera.

Tatyane Diniz
Encantada!
A máscara da sombra (Tatyane Diniz)
Recados Especiais!!!
O meu amor por você
É igual ao seu por mim.
Nem metade nem inteiro.
Ambos nos completamos
Não existe fração!
Para as coisas do coração.
Quem sou eu?
Alguém de carne e osso buscando a cada dia ser eu mesma. Ainda não consegui trilhar uma composição de como uma pessoa possa ser. No teatro da vida há muitos disfaces. Use o seu: Seja sempre você!
Te amar é viver... é sorrir e entender que nossas vidas fazem sentido porque encontramos o amor!
Tatyane Diniz
Ouvi mais uma vez que o vento cantarola suaves melodias que visam acariciar minha dor. Abro a cortina do passado e você continua lá, dormido em minha memória infantil. Gritos de silêncio atormentam a vida, vida essa que não tem sentido... mais uma vez eu abro a cortina, quem aparece, é o reflexo do outro estarrecido pelo passado. Por mais amarelo, mofado e sombrio... Ele presencia a dor, toca de leve o rosto, aperta o peito e consegue fazer com que algumas gotas de sangue saim de sua face. É tão intensa... que pede-se para calar a fina gota... mas ela esquece que a dor é isso... não cessar enquanto se vive.
Dias de Chuva! (Tatyane Diniz)As gotas escorrem vagarosamente
Pela janela da sala.
Pingos suaves
Doces de inverno.
Ruas vazias... um ou
Outro sinal de luz na
Escuridão do frio.
A luz no fundo,
Um olhar distorcido...
E que raramente se ver as
Poucas nuvens aqui no céu.
O silêncio encanta a paisagem
Tomada de puro sossego.
(21/07/2008)

Longe de casa (Tatyane Diniz)
A estrada é infinita,
Mochila pesada.
Costas macias na
Contra-mão da esquina.
Jogo sujo...
Cortina de flores
Seu pérfume exala
Os poros de sangue.
Da menina que
Balança-se na árvore
Seca... gelada.
Os sonhos... os segredos
Trancados numa caixa
Suja, intocada,
Quase que transparente.
Ao abri-la ela devolve
Toda a podridão.
A menina que brincava na árvore
Expulsa o egoísmo de seu coração.
(20/07/2008)
Ainda que tentasse decifrar os enigmas da vida, talvez fosse preciso ser mais real. Por mais insignificante que seja, essa é a tarefa do ser humano. Cada sol que ilumina a estrada passa a ser tão imoral, tão mesquinho que não dá para avaliar nada. Os troncos das árvores mais uma vez serão queimados e novamente mais almas serão aquecidas neste inverno. Queima-se uma árvore ou esquenta-se um coração gélado, frio e esquecido pela natureza...? Essa tarefa se faz necessária porque embora louca a natureza em cercar de frio... gelo... a água segue e transforma-se em seu estado inicial: retornando ao seu ciclo sem culpa alguma!
FALANDO COM AS ESTRELAS (Tatyane Diniz) 
Era tão esplendida e magnífica aquela manhã. Não era uma manhã do dia-a-dia. O amanhecer nutria o seu jardim. Ela tinha uma verdadeira adoração por cravos vermelhos, amarelos, rosos e laranjas. Entendia que cada cravo nos reserva um ensinamento, ou melhor, nos desperte a sensibilidade.
Há aqueles que destacam-se na natureza pela exuberância das cores, mas seu substantivo é ser cravo, não importa.
Por isso, colha agora, não deixe que a noite o faças perecer. Sinta a emoção fluir no prazer que ele irá te proporcionar.
(21/05/2007)
A LÍNGUA LIGA MINHA FALA NESTE CONTEXTO UNIVERSAL. PORÉM, PREFIRO SER INDIVIDUAL!
\0/¨¨ \0/¨¨ \0/¨¨\0/¨¨\0/¨¨ \0/¨¨ \0/
COM A CANETA ME ENTENDO
O PAPEL SENTE A SAUDADE.
O CARINHO AO ENVIAR
MANDAR MEUS VERSOS A TI,
CANTADOS EM LUAR.
MOLHADOS DE DÚVIDA
INSEGURANÇA EM AMAR.
AMASSADO, AMARELADO
AS PALAVRAS NÃO PODEM
SE DESMANCHAR.
FATOS ÍNTIMOS AO LEITOR
SOU RECEPTOR , A POESIA.
CHEGA DEPRESSA A NOTÍCIA...
BEIJOS SOBRE A CARTA,
MINHA ÚNICA ESPERANÇA
É ABERTA EM SUAS MÃOS,
DEVOLVA-ME POR FAVOR, A RESPOSTA
E NÃO ESQUECE, ANSEIO DE EMOÇÃO.
(08/10/98)

POR QUE?
A CADA DIA QUE PASSA...
ME CONVENÇO QUE A DOR TEM FARSA,
AQUI, SENTADO NA PRAÇA
TOMANDO ANALGÉSICO DE GRAÇA!
Bebida (Tatyane Diniz)
Poder!

E sigo neste tempo... tempo que não passa de um tempo! Ele perdido vago pelos cantos da designação do velho comparado ao novo pensamento. E neste instante de tormento, chega o vento levando tudo, tudo que é pensamento.(Tatyane Diniz)