Author: Tatyane Diniz
•19:52

Era tão esplendida e magnífica aquela manhã. Não era uma manhã do dia-a-dia. O amanhecer nutria o seu jardim. Ela tinha uma verdadeira adoração por cravos vermelhos, amarelos, rosos e laranjas. Entendia que cada cravo nos reserva um ensinamento, ou melhor, nos desperte a sensibilidade.


Há aqueles que destacam-se na natureza pela exuberância das cores, mas seu substantivo é ser cravo, não importa.


Por isso, colha agora, não deixe que a noite o faças perecer. Sinta a emoção fluir no prazer que ele irá te proporcionar.


(21/05/2007)


A LÍNGUA LIGA MINHA FALA NESTE CONTEXTO UNIVERSAL. PORÉM, PREFIRO SER INDIVIDUAL!


\0/¨¨ \0/¨¨ \0/¨¨\0/¨¨\0/¨¨ \0/¨¨ \0/


COM A CANETA ME ENTENDO


O PAPEL SENTE A SAUDADE.


O CARINHO AO ENVIAR


MANDAR MEUS VERSOS A TI,


CANTADOS EM LUAR.


MOLHADOS DE DÚVIDA


INSEGURANÇA EM AMAR.


AMASSADO, AMARELADO


AS PALAVRAS NÃO PODEM


SE DESMANCHAR.


FATOS ÍNTIMOS AO LEITOR


SOU RECEPTOR , A POESIA.


CHEGA DEPRESSA A NOTÍCIA...


BEIJOS SOBRE A CARTA,


MINHA ÚNICA ESPERANÇA


É ABERTA EM SUAS MÃOS,


DEVOLVA-ME POR FAVOR, A RESPOSTA


E NÃO ESQUECE, ANSEIO DE EMOÇÃO.


(08/10/98)

Author: Tatyane Diniz
•22:27

O QUE É A POESIA?
Um tanto difícil de ser respondida!
Poesia deve ser saboreada, sentida... tocada.
É o sol que nos queima pela tarde e pelo fim do dia.
Uma música clássica cheia de significados.
Obra rara de se encontrar
Beijos longos ao luar
Primavera inusitada
Poesia não há significado,
Existe em cada ato de misericórdia
Praticada pelo próximo.
Observe a vida com alegria
A poesia é prova de que existir
É a semente da sabedoria
Quanto mais se lê
Mas difícil de ser compreendida.





Author: Tatyane Diniz
•23:06

POR QUE?

A CADA DIA QUE PASSA...

ME CONVENÇO QUE A DOR TEM FARSA,

AQUI, SENTADO NA PRAÇA

TOMANDO ANALGÉSICO DE GRAÇA!

Author: Tatyane Diniz
•12:14
As borboletas bordas bicos bucólicos e bonitos , bem na frente do seu nariz... que fantástico!!! Elas tecem a vida de forma coloridamente harmoniosa. Então, escolha sua cor preferida, vamos: agora!
Peça as para elas estamparem um tecido alegre em sua vida!

Author: Tatyane Diniz
•23:53
Bebida (Tatyane Diniz)

Quando eu era criança
Acreditava que os sonhos
Se tornariam reais.
Como acontecem nos contos de fadas.
Ah! Criança... Ser criança.
Que eterno contentamento.
Sonhava acordado e vivia
Envolvido de encantamento.
Tomava banho de chuva,
Abria a boca para bebê-la.
A água caía das nuvens, do céu.
Que engraçado...
Isso é fantasia?
Não!
Era teimosia mesmo!
Quando a mamãe gritava:
- Filho, você vai ficar resfriado! Entra!
Quando na verdade, deitado na grama,
Aquele era o meu lugar... meu instante!
De sentir-me encharcado de cetim.
A chuva tinha gosto?
Não, não tinha gosto de nada.
Era um remédio enviado dos deuses.
A bebida rara de uma criança.
A chuva que caía enfeitava o verde
Do jardim de minha casa.
A magia dela fazia as margaridas sorrirem.
Author: Tatyane Diniz
•13:43
Poder!
Em uma piscina cheia de significados as palavras afundam-se nas mais variadas vertentes. Somente elas podem dizer a real harmonia das profundezas
quando se quer dizer algo ou então ficarem quietas na cabeça de alguém.
Isso quando elas permitem... Mas o poder das benditas fazem a maior diferença quando conseguimos expressar nossas atitudes.
Ainda bem que a escrita delas é uma forma de exprimir opniões... diga-se de passagem,
lavar sua alma... a melhor palavra seria essa: desabafar ou explodir. Portanto, permita-se algumas vezes
entender seu vocabulário mental, vai entender ou entregar-se?
13-04-08 (Tatyane Diniz)
Author: Tatyane Diniz
•21:49
CARINHO (Tatyane Diniz)

Dois corpos que se encaixam...
Duas bocas que se beijam...
Dois corações que se batem...
Dois orgãos que se desejam...
Duas mãos ao dobro que se tocam simultaneamente...
A chegada de mais uma vez sem entregar-se a nada...
Apenas ao prazer de ambos e sentir que sem isso
Não faz sentido praticar o amor!
06/04/08.





Author: Tatyane Diniz
•00:51

Clara

(Tatyane Diniz)

Era uma vez uma menina branca da cor do leite que ela bebia todos os dias. De um tom pálido adorava passear na praia, mesmo que a cor descorada dela fosse queimada pelo sol. Alva como as espumas do mar que molhavam seu corpo misturando-se com a total brancura da epiderme. E que apesar de sua doçura contagiante parecia açúcar de confeiteiro em bolo de aniversário. Identificava-se igual às outras crianças e não a deixaria de ser porque a cor branca decompõe as demais cores.
Como de costume, sua mãe escura levava a garota clara para a casa de sua avó. A vovó rosa trabalhava na feira-livre da cidade aos domingos. Dia perfeito para reunir os netos e fazer aquela festa. Crianças de muitas cores correndo pela casa para ver quem dava o primeiro abraço na vovó morango e em troca recebiam o que ela trazia na sua cestinha: frutas, verduras, sucos, refrigerantes, pipocas, doces etc, afinal, tudo que um ser pequeno gosta, agradando-se assim neto por neto.
Um dia a garota do branco do ovo recebeu da vovó rosada uma fruta gostosa, a banana. Não que ela nunca tivesse comido essa fruta, aquela era especial e mágica. Nos domingos sempre comia mais e mais. E de repente, notou que um pontinho preto fazia parte do cenário da pele agora. Imagine um copo de leite com uma mosca caída dentro desse líquido? Durante toda sua existência fora branca de sinais e que à medida que saboreava a fruta, símbolo da alimentação dos macacos fazia sentido naquele exato momento. Perdeu a conta de quantas pintas enfeitavam seu corpo.
O que a menina cal não compreendia era o porquê da mãe cor de café quente que também comia banana não possuía pinta alguma. Vai ver é a maldade estampada pela tristeza de seu sorriso. Como, se a vovó rosa bebê e tão delicada e alegre?
A mãe cor de chocolate meio amargo é viúva e desde que o pai da menina translúcida morreu, a vida dela não tinha o colorido do arco-íris.
Embora, a mãe petróleo não conseguisse sorrir, era a vovó rosinha que preenchia os espaços vazios brancos não escritos que ainda restavam da pele da criança. Entendia que depois de tanto tempo que esses pinguinhos escuros minúsculos eram lágrimas da mãe. Apenas não queria suportar a idéia que as gotas de carvão da mãe pintasse seu corpo por inteiro. Porque as marcas da menina do branco do olho estão tatuadas para sempre no corpo da menor, dentro do coração.

17-03-08.
Author: Tatyane Diniz
•18:46

MAR MORTO
(Tatyane Diniz)

Mergulha no seu interior
Busca a profundidade
Que é teu ser.
Agarre-se aos destroços
Do naufrágio...
Sufoca todo ar,
Respira os peixes e
Mentalize onde está
Aquela paisagem,
Mesmo sem oxigênio,
É fácil lembrar.
Outrora, afogue-se
Deixe as ondas te levar
Não se arrependerá.
25-09-98.


Author: Tatyane Diniz
•22:29

CANTIGA DE AMIGO (Tatyane Diniz)

O amigo leal foi nadar no fundo,
Disseram os peixes que o achasse ao mundo.
Ah, ondas, beijem-me os pés!
Afoguem-me, e não falo quem és!
~~*~~
Que o achasse ao mundo disseram os peixes,
O ar valente movem as águas feixes.
Ah, ondas, beijem-me os pés!
Afoguem-me, e não falo quem és!

~~*~~
O ar valente movem águas ao mundo,
Quando alegre, ele saiu do fundo.
Ah, ondas, beijem-me os pés!
Afoguem-me, e não falo quem és!
~~*~~
Quando alegre permaneceram feixes
do fundo sai ele, choram os peixes.
Ah, ondas, beijem-me os pés!
Afoguem-me, e não falo quem és!

08-09-07


Author: Tatyane Diniz
•21:42
Ei, segunda observei que a manhã se
apaixonou pela tarde... mas a tarde é apaixonada pela noite.
E por conseguinte a noite ama a madrugada que gosta da manhã!
Que confusão de sentimentos... Preso está o dia... tanta oscilação?
Um ciclo... uma verdade... uma cor e um nome.
(Tatyane Diniz) 16-03-08
Author: Tatyane Diniz
•21:57
Depois de algum tempo sem postar meus escritos...
Ontem... deixei marcas preciosas no entardecer do sol.
Quantas palavras joguei no ar... liquidificadas de fervor.
A escrita faz parte dessa primavera... não se pode compreender,
Porque inside nesse querer... quase promíscuo... encantador.
Míseras tolices repugnadas no chão!
e agora, tu recolhe-as nesse instante de euforia?
A vontade de escrever é comparada ao despedir de Sol...
na insistência de promover sempre sua volta,
por mais que não estejas vivo.
(Tatyane Diniz)
15-03-08






Author: Tatyane Diniz
•23:15
E sigo neste tempo... tempo que não passa de um tempo! Ele perdido vago pelos cantos da designação do velho comparado ao novo pensamento. E neste instante de tormento, chega o vento levando tudo, tudo que é pensamento.
Outro dia ele chega sorrindo misturando-se ao lamento... triste... quase sem cor... transbordando de fitas coloridas com misturas trazidas pelos ventos dos pensamentos.
(Tatyane Diniz) 18/02/08.
Author: Tatyane Diniz
•10:58
O que o homem precisa pra ser feliz?
Nada... Primeiro é que ele sobreviva com esse salário de cão e que o governo lhe dê esmola achando que ele é o Deus, o melhor!
Cansei da sandice, desrespeito com o proprietário chamado Homem.
08/01/08. (Tatyane Diniz)
Author: Tatyane Diniz
•14:13
MUNDO
(Tatyane Diniz)
Sem proibição alguma
Te querer, gostar e adorar
Por tudo neste mundo,
Sinto como é bom te amar.
Estou feliz que você exista
Chegou devagar a me conquistar
Tudo porque faz do meu mundo
Um lugar cheio de carinho
E felicidades veio me dar.
Author: Tatyane Diniz
•13:39

REFLEXO

(Tatyane Diniz)

Assim que descobrir a verdade das coisas e esconder as mentiras atiradas no lago... não importa, alguém vai ferir seus conceitos, suas pelegrinações, seus anseios até mesmo sua dignidade. Esse é o ciclo de uma série de anarquias praticadas pelo homem, descer... subir... e não enxergar a verdade... Fingimos não olhá-la... para não sermos atingidos de surpresa. Mesmo assim, continua-se vivendo, vegetando, não olhando para dentro de si, fechando-se... quase que se acabando e deixando de existir.
14/02/08.
Author: Tatyane Diniz
•09:50
SOLIDÃO
(Tatyane Diniz)

Horas vazias e claras,
Sem nenhuma ocupação
Várias noites perdidas,
Sozinho apenas com o coração.
~~*~~
Solitário entregue a vida
Sentindo dor e solidão.
Em um canto sente-se esquecida,
Às vezes grandes ou não.
~~*~~
Estarei sempre imaginando
Em cada lágrima uma esperança
O que poderás estar pensando,
Naquela enorme lembrança.
Author: Tatyane Diniz
•09:18

OLHOS DE SOFRIMENTO
(Tatyane Diniz)
Eu vi um rosto triste,
Eu vi uma lágrima
Cair dentro do mar.
Eu vi o mundo me usar.
E tive a noção do enigma,
Porém, retirei-me a andar.
Eu vi a calamidade tomar
Conta da imensidão
Do meu olhar.
Pereças, querem me afogar.
Socorro! Chamem o salva-vidas,
Porque o mar não é rosto e
Meus olhos estão cansados
De tanto se lamentar!
Author: Tatyane Diniz
•10:25


MICROFONIA
(Tatyane Diniz)

Ouço sua voz
Num campo límpido.
Cercado de dúvidas,
Gritando meu nome,
Ouvindo várias vezes
Dizendo me amar;
Entrego-me ao desespero,
Fecho meus olhos...
Não saí sai de mim.
A voz rouca a falar:
- Eu te quero aqui!
Arrepios de tormento,
Seus fantasmas andam
Deixando um ar de euforia.
Despedindo-se... rindo e
Morrendo aos poucos em mim.

20/05/99
Author: Tatyane Diniz
•23:28

ADEREÇOS
(Tatyane Diniz)

Rabiscos de areia, terra
Sol, vento e mar.
Presa entre a rede do pescador
Sou pescada por um sonhador.
Peixes dourados encantados
Numa canção de ficção.
Loucura descritas todas
À vezes que o rio
Namora com o mar.
Um dia a de se separar.
Desde agora outros tubarões
Barram os paredões
Do velho navio naufragado.
Servindo de turismo,
As maravilhas que o homem
Sempre irá desmatar.

20/05/99