
É fim de tarde e tomo
Um vinho carbenet
Com o meu amado.
A panela no fogão me
Apressa para escrever
Esse momento:
- Espera, volto já!
- Tá, eu espero, toma cuidado para não se queimar!
- Ah, é quente, mas o sabor... Hum, delícia. Ei, estávamos falando do vinho. Bom espero que ele me queime...
Me esquente no beijo
Que dou em meu amado agora.
Ele lê Álvares de Azevedo e eu...
Leio os seus beijos em minha boca.
Sua palavra dentro da própria palavra.
É assim que me admiro dentro de uma
tarde tão insignificante.
Pórém me divirto
Olhando para os meus eus interiores.
Tão superiores quanto a carne
Que como nesse almoço janta agora.
Eita, amor!!!
E uma taça de cabernet se espatifou no chão.
Tatyane Diniz
3 comentários:
GOSTEI MUITO DO SEU TRABALHO... PARABÉNS PELO DOM!!!!
Obrigada!!!
Vou atualizar uma poesias e te aviso!
Beijos
HUM VOU ESPERAR....