
PASSAGENS
Doce inferno,
O dia que me vi
Rodeada de versos.
Os malditos versos
Para uma mulher
Vermelha infeliz.
Triste inverno,
O dia que me vi
Plantada no portão
De sua casa amarela,
De campos verdes.
Semeadas correntes de
Tristeza, gozo e alegria.
Amado universo,
Em que pús os pés
No meio do caminho
De uma vida sem volta.
De um prazer por prazer.
Agora, sobrevivo de
Pão e ódio pelas
Correntezas do alvorecer.
Maldita seja três vezes
O cárcere, o litigioso.
Mundo dos injustos
Sobras de velas
Alçimentam espíritos
Que mamaram em
Meus pequenos seios
Febris de terno amor.
Em mim, o amor
Nasce e morre como
Um dia de lua
Cheia sem dragão.
Tatyane Diniz
03/01/2011
0 comentários: